- Ezequiel Gusse, chefe do Departamento Nacional de Estudos Estratégicos da Renamo
A Renamo vive um dos momentos mais delicados da sua vida política e precisa de se reinventar para recuperar a confiança do eleitorado. A avaliação é de Ezequiel Gusse, antigo deputado da Assembleia da República (AR) e actual chefe do Departamento Nacional de Formação e Estudos Estratégicos, que reconhece que a perda do estatuto de principal força da oposição exige uma reflexão profunda com vista ao alcance da solução. Gusse admite que a actual situação da Renamo “não dá orgulho” e lamenta que o partido tenha deixado de disputar directamente o poder para passar a lutar pelo segundo lugar no Parlamento.
Para o antigo deputado, a recuperação da credibilidade passa por maior união interna, trabalho e reinvenção do partido. Vice-coordenador do grupo de Assuntos Constitucionais na Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), Gusse comenta ainda sobre as propostas de reforma do Estado, defendendo mudanças moderadas na Constituição da República, mas profundas na economia, na Administração Pública e na gestão dos recursos naturais.
Igualmente, faz uma leitura da actual oposição que considera “fragmentada” e alerta para a necessidade de todos partidos com assento parlamentar privilegiarem a competência na escolha dos deputados que representam o povo para um melhor debate.
Acompanhe a entrevista em discurso directo.
Nas eleições gerais de 2024 a Renamo perdeu o estatuto de principal força da oposição. O que terá causado este revés junto de um eleitorado que, por muitos anos, foi fiel ao partido?
É difícil falar do que terá acontecido, mas para já e porque queremos a solução, achoque o nosso partido tem de se reinventar. Olhar para dentro de si e estabelecer algum mecanismo para recuperar a sua popularidade. Portanto, olhar mais para os factores internos do que externos, que até existem, para poderem ser resolvidos. Leia mais…



