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MIGUEL “YURI” FOLE, CAMPEÃO NACIONAL DE FISICULTURISMO: O sonho é um dia disputar o “Mr. Olympia”…

Por Belmiro Adamugy
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O nome de baptismo é Miguel João Fole, mas o seu nome de “guerra” é Yuri. Tem 30 anos traduzidos em disciplina, consistência e profissionalismo. Não é por acaso que é o novíssimo campeão nacional de fisiculturismo.

Oriundo da cidade da Beira, o terceiro filho de João Fole e Natalina Januário sonha com grandes conquistas no mundo do desporto que abraçou.

Na conversa com domingo, Yuri, formado em Educação Física e Desporto pela Universidade Licungo e que divide o seu tempo entre treinos intensivos, uma dieta espartana e aulas de ginástica e musculação, diz que o fisiculturismo exige disciplina e sacrifícios que demandam uma forte vontade e disponibilidade para a “guerra”.

O desporto sempre fez parte da sua vida ou surgiu por acaso? 

Desde criança sempre fui apaixonado pelo desporto. Pratiquei várias modalidades, icluindo capoeira, artes marciais. Com o tempo fui descobrindo o fisiculturismo… gradualmente percebi que era na musculação que queria estar.

Como foram os primeiros passos na musculação? 

Comecei a treinar em ginásios improvisados em garagens, onde as condições eram muito limitadas. Os equipamentos eram artesanais, os pesos não eram equilibrados. Muitas vezes repetíamos os mesmos exercícios todos os dias, porque não havia outras opções. Apesar dessas dificuldades, fomos ganhando força, resistência e experiência.

Houve alguém que marcou essa fase da sua evolução?

Sim. Conheci um amigo das Forças Armadas, o Nhaca, que partilhava a mesma paixão pela musculação. Treinámos juntos durante muito tempo e crescemos lado a lado. Mais tarde, por causa das exigências da profissão dele, seguimos caminhos diferentes, mas continuamos amigos e ele sempre me apoiou.

Como surgiu a oportunidade de trabalhar como instrutor?

Entrei num ginásio como aluno. Com o tempo, o proprietário começou a acompanhar a minha evolução, viu o meu empenho e reconheceu o meu potencial. Um dia perguntou-me se já tinha pensado em trabalhar como instrutor. Aceitei o desafio porque vi ali uma oportunidade de transformar a minha paixão numa profissão. Leia mais…

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