TEXTO DE GENÉZIA GERMANO E MICAELA MEQUE
Residir próximo do local de trabalho, da universidade, do hospital e de outros estabelecimentos de serviços essenciais continua a ser uma prioridade para muitos cidadãos. Por essarazão, apesar do elevado custo, o arrendamento mantém-se como a opção mais procurada por quem deseja permanecer no centro da cidade de Maputo.
Entretanto, na hora de decidir sobre a nova residência, outro factor pesa na balança: o preço da renda. Na cidade, a proximidade das oportunidades, assim como a própria dinâmica urbana da capital, tem sido o factor atractivo e que compensa o peso da renda no orçamento familiar.
Para quem não está disposto a “pagar pelo preço”, se tornar vizinho da cidade, isto é, viver nos bairros periféricos, já é consolador. Stélio Semedo sempre viveu na cidade. Esse foi o motivo que o fez arrendar uma casa no centro da cidade, apesar das limitações de espaço, entre outros aspectos. Casado e pai de duas filhas, está há três anos a viver num anexo tipo-um, no bairro do Alto Maé.
Enquanto isso, investe de forma gradual na construção da sua moradia, no distrito KaTembe. Segundo explicou ao domingo, adquirir uma habitação pronta está fora das possibilidades financeiras da família. Por isso, construir aos poucos é a opção mais viável, ainda que implique continuar a pagar renda por mais alguns anos. “Sou electrecista-auto e faço trabalhos por conta própria. Pago oito mil meticais por mês.
Para mim e a minha família, é suficiente e esse valor compensa. Assim consigo reservar outra parte para acelerar as obras no terreno que já tinha adquirido”, assegurou.
REALIDADE DISTINTA
Contrariamente à urbe, nos bairros periféricos a realidade do arrendamento é distinta. Em Maxaquene e Mafalala, por exemplo, muitas famílias vivem em casas arrendadas por falta de condições para pagar uma moradia na cidade ou construir uma habitação própria.
Para as famílias ouvidas pelo domingo nestes dois bairros, o valor das rendas representa um dos maiores encargos do orçamento doméstico. É que a maioria depende de pequenos negócios para garantir o sustento familiar, cuja lista de despesas vai do aluguer da casa até à educação e alimentação. Leia mais…



