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Saborear Moçambique de Norte a Sul num toque caseiro e requinte especial

Por Jornal domingo
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TEXTO DE NEYMA DE JESUS

No interior da Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia (FEIMA) há um estabelecimento que não passa despercebido, o Graciana, um restaurante de comida tipicamente moçambicana. Isso mesmo! Um lugar que, ao invés de lasanha e filé mignon, serve matapa, kongwe, xima e tantos outros pratos com sabor da tradição.

A ideia foi posta em prática no ano de 2008, quando, um pouco antes disso, as cunhadas, Anabela dos Muchangos e Graciete Macuácua, trabalhadoras do Ministério da Agricultura e Embaixada da Dinamarca, respectivamente, vivenciaram cenários de receber delegações estrangeiras que, muitas vezes, tinham curiosidade de ir a lugares que pudessem degustar da gastronomia moçambicana, no entanto, existia apenas um e dedicava-se exclusivamente à comida zambeziana. Assim, “acabávamos levando os nossos colegas de fora para as nossas casas para comer. Então, isso não era muito bom”.

Daí pensaram, “por que não ter um sítio onde as pessoas podem deliciar-se da comida moçambicana?”, e materializaram o pensamento. Inicialmente, contam, era serviço de take away, porém no ano seguinte abriram um restaurante no bairro da Coop.

Já em 2010,venceram um concurso para ocupar um dos restaurantes do FEIMA e, desde lá, actuam naquele ponto. Graciete é professora e Anabela médica veterinária, nunca fizeram curso de culinária. Aos clientes, servem desde sempre comida caseira e, segundo elas, é isso que dá um requinte especial a coisa, “é comida da casa da mamã, da casa do vovó. Não é aquela comida de restaurante.

O nosso toque é mesmo caseiro”. domingo que o diga! Actualmente, o restaurante é referência de comida moçambicana, entretanto, nem sempre foraflores.

A começar pelo facto de as fundadoras não terem formação nem experiência prévia em restauração, o que as fez perpetrar uma série de falhas, no princípio, tal como dizem, “não tínhamos nenhum background nesta área, então foi mesmo aprender fazendo, a praticar, cometendo muitos erros”.

Outro desafio, que para elas foi gigante, diz respeito à gestão, “nosso menu tinha muita coisa e não era fácil”, depois, “às vezes descobríamos que já não tinha camarão depois do cliente fazer o pedido” ora “no domingo toda gente quer comer frango e a logística não estava criada para grelhar 20 frangos ao mesmo tempo…”, recordam. Leia mais…

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