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Combater tráfico e consumo de drogas

Por Jornal domingo
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O Dia Internacional de Luta Contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, assinalado a 26 de Junho, desperta-nos a atenção para um tema cada vez mais presente no quotidiano, sobretudo por Moçambique, devido à sua situação geográfica, ser um corredor dos traficantes baseados em vários continentes.

O tráfico ilícito de drogas, incluindo o consumo abusivo de álcool, tornou-se um fenómeno cada vez mais presente nas famílias moçambicanas, com impactos sociais, económicos e na segurança pública, constituindo um dos maiores desafios globais.

Por ocasião da data, o Presidente da República, Daniel Chapo, alertou para a elevada incidência do consumo de drogas entre adolescentes e jovens, sublinhando o significativo impacto social e económico do fenómeno, evidenciado pelo facto de cerca de 53,52 por cento dos utentes dos serviços de saúde pertencerem a esta faixa etária. Anotou que o fenómeno se traduz em dificuldades académicas, problemas de saúde, incluindo mental, relacionamentos problemáticos com os colegas, professores, pais e encarregados de educação, que se tornam violentos em algumas ocasiões, e envolvimento com o sistema de Administração da Justiça.

A mensagem presidencial alerta, igualmente, para a gravidade do tráfico de drogas e as suas consequências penais e sociais, destacando o impacto nas famílias, sobretudo devido à detenção de cidadãos na diáspora e aos efeitos negativos sobre a estabilidade e o futuro dos seus dependentes. Nesse contexto, o estadista reafirma o compromisso do Governo em reforçar a cooperação internacional e adoptar respostas mais eficazes, sublinhando que a droga representa um obstáculo ao desenvolvimento e à independência económica do país. Efectivamente, o problema de drogas não é exclusivo de Moçambique.

O consumo está a aumentar em todo o mundo, com mais de 330 milhões de pessoas que em 2024 usavam alguma substância estupefaciente, como indicou semana passada a Organização das Nações Unidas, no Relatório Mundial sobre Drogas.

O documento indica que o total das pessoas que tinham consumido drogas – excluindo álcool e tabaco – durante o ano de 2024 (últimos dados contabilizados) representa 6,2% da população mundial com idades entre os 15 e 64 anos.  Leia mais…

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