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Matar futebóis é bem mais difícil que matar um Ayatolah!

Por Jornal domingo
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Este deve ser o torneio de futebol que menos gozo dá a Bula-Bula. Não que a bola agora seja quadrilátera, por decreto de um dos seus mais famigerados hospedeiros, mas porque o futebol resolveu capitular, entregando-se, ajoelhado, cabisbaixo, ao eremita das mais hodiernas políticas anti-imigração, também as mais selvagens, desumanas!

Mas foi o próprio dono do futebol que deu o primeiro sinal de fraqueza. Bula- -Bula assistiu, repugnado, a um acto de bajulação completamente dispensável, daqueles nunca antes visto no futebol, quando o presidente da FIFA, Gianni Infantino, agraciou Donald Trump com o “Prémio da Paz”, um troféu e uma medalha bajuladoras, sabujas, de capacho submisso.

Pode ser que o italiano que manda e exorbita reverências em nome do futebol estivesse a preparar Donald Trump para a entrada maciça de espectadores estrangeiros no âmbito deste mesmo Campeonato do Mundo, mas Bula-Bula acha que o bajulador da FIFA já devia conhecer o presidente norte-americano para saber da sua imprevisibilidade, da sua instabilidade e da sua tendência para se desdizer, para se contrariar a si mesmo.

O resultado foi desastroso, ainda mais desastroso do que a bajulação de outro puxa-saco, este mais à jusante política, o secretário-geral da NATO, Mark Rute, que se desfez em elogios a Donald Trump quando este atacou o Irão e mostrou-se alinhado com o aumento da despesa militar da Europa defendida pelo presidente norte-americano.

O futebol, pouco habituado a adular os falsos ídolos, ficou atónito quando o árbitro somali, o melhor de África, Omar Abdulkadir Artan, foi impedido de entrar nos Estados Unidos da América, apesar dos galardões da CAF e da FIFA,todas elas juntas, obstruindo e barrando um protagonista importante do espectáculo futebolístico, crucial! Leia mais…

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