O Presidente da República ( PR), Daniel Chapo, afirmou hoje, em Maputo, que o crescimento do sector segurador é uma “condição indispensável para alcançarmos a nossa missão de implantação de alicerces para a independência económica de Moçambique”, durante a abertura do Simpósio dos 15
Anos da Índico Seguros.
O Chefe do Estado destacou a importância de
celebrar o percurso da Índico Seguros e reflectir sobre um sector
fundamental para proteger pessoas, famílias, empresas, investimentos
e património.
O governante sublinhou que a instituição tem
demonstrado a capacidade de uma empresa privada moçambicana
crescer e ganhar a confiança do mercado competitivo, realçando
que “o país precisa de empresas moçambicanas forte de forte impacto na vida da população. Abordando o contexto macroeconómico, o Presidente da República
frisou que Moçambique continuará aberto ao investimento estrangeiro
e às parcerias internacionais, mas advertiu que uma economia sólida
não pode depender apenas de empresas e capitais externos, precisando igualmente de capital moçambicano capaz de investir, inovar e gerar riqueza no país.
O Chefe do Estado chamou a atenção para quatro grandes desafios
do sector, apontando o primeiro como a inclusão, para que os produtos cheguem desde o agricultor da região mais recôndita até às
pequenas e médias empresas, através de micro-seguros e seguros agrícolas e paramétricos adaptados à realidade nacional.
Como segundo eixo estratégico, o Presidente moçambicano apontou
a digitalização e a inovação, referindo que a tecnologia e a Inteligência Artificial devem funcionar como instrumentos de inclusão para que os cidadãos distantes possam aceder a soluções
adequadas.
No terceiro ponto, destacou as mudanças climáticas e os novos riscos, frisando que perante a forte exposição do país a ciclones e secas,
“não podemos responder aos riscos climáticos apenas depois de a
calamidade acontecer”, havendo, por isso, necessidade de uma
cultura de antecipação, prevenção e gestão do risco.
O quarto desafio apontado foi a consolidação da confiança pública
e institucional, defendendo que crescimento, supervisão, boa
governação, integridade, responsabilidade, competência,
transparência e protecção do consumidor devem caminhar juntos
para assegurar a estabilidade perante eventuais sinistros.
Além de proteger a economia, o Chefe do Estado defendeu que as
seguradoras, na qualidade de investidores institucionais, devem ajudar
activamente a financiar o desenvolvimento nacional, transformando a poupança interna em infra-estruturas e projectos produtivos essenciais
para o futuro do país.
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