POR RAIMUNDO MAPANZENE
No coração de Chimoio, onde a terra vermelha abraça o céu de Manica, ergue-se o perfil sagrado da Cabeça de Velho. Não é apenas pedra; é uma das sentinelas adormecidas da pátria amada, um ancião de granito cuja imponência molda a abnegação de lideranças que guiam os destinos do povo.
Deste fulcro de moçambicanidade, a sabedoria esculpida na rocha irradia como um rio invisível, recosturando um casulo de identidade que abraça cada canto desta nação.
A sabedoria que converge na Cabeça do Velho ensina que liderar é a arte da paciência. É a maturidade que não se curva à pressa do vento, o mesmo vento que sussurra nas alturas do Monte Binga e que, mais a norte, beija os penedos sagrados de Tete, onde o Rio Zambeze serpenteia sob a imponência histórica da Barragem de Cahora Bassa. Leia mais…


