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Muito antes da primeira colher: quem protege a alimentação nos primeiros mil dias?

Por Jornal domingo
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Texto de Sousa Gastão

Entre 1 e 7 de Agosto, assinala-se a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde escolheu como lema “Aleitamento materno para um início de vida sustentável: reforçar o que funciona”.

A mensagem é exigente: não basta repetir que amamentar faz bem; é preciso medir os resultados, identificar barreiras e ampliar as intervenções já comprovadamente eficazes. A pergunta, portanto, não deve ser dirigida apenas às mães. Quem cria as condições para que possam amamentar? Quem as apoia quando surgem dificuldades?

Quem protege as famílias da pressão comercial e garante que, após os seis meses, a alimentação complementar seja segura, variada e adequada? Os primeiros mil dias, da gravidez ao segundo aniversário, constituem uma janela decisiva para o crescimento, o desenvolvimento cerebral, a imunidade e a formação das preferências alimentares.

A Estratégia Nacional de Alimentação Infantil reconhece que o aleitamento materno exclusivo até aos seis meses, a sua continuação até aos dois anos ou mais e a alimentação complementar adequada estão no centro da prevenção da desnutrição. Conhecer a recomendação, contudo, não basta.

Muitas mulheres regressam cedo ao trabalho, encontram apoio insuficiente quando surgem dificuldades ou recebem conselhos contraditórios de familiares, das redes sociais e da publicidade. Quando toda a responsabilidade recai sobre a mãe, uma questão de saúde pública transforma-se numa prova individual de resistência. .Leia mais…

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