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Entre a fome e a pressa: quem protege quem come na rua?

Por Jornal domingo
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Por Sousa Gastão*

Por volta do meio-dia, em Maputo, Matola, Nampula ou Beira, a rua ganha outra dinâmica. Bancas, pequenas mesas, panelas e, em alguns pontos, até viaturas ligeiras tornam-se locais de venda de refeições. Para quem vende, é uma fonte de rendimento. Para quem compra, os trabalhadores, estudantes, motoristas e outros vendedores encontram rapidez, proximidade e, muitas vezes, preços compatíveis com o orçamento.

Entre a panela e o prato, porém, há uma pergunta que merece ser feita: em que condições aquela refeição foi preparada, transportada, conservada e servida?

A pergunta não tenciona condenar a actividade. Pretende discutir como torná-la mais segura. A comida de rua faz parte do quotidiano alimentar das nossas cidades. Cria rendimento e responde à procura de refeições acessíveis e convenientes. O verdadeiro debate, portanto, não é saber se deve existir, mas sim quais condições devem acompanhar a sua evolução para que conveniência, acessibilidade e segurança dos alimentos possam coexistir. Em Maputo, esta realidade já foi estudada. Em 2020, Elsa Maria Salvador, Zaila Abrão Cossa e Telma Levi Jamisse Magaia avaliaram refeições comercializadas em 33 viaturas na baixa da cidade. As viaturas observadas eram ligeiras e originalmente destinadas ao transporte de pessoas. O estudo identificou aspectos que mereciam melhoria, nomeadamente os relacionados com a higiene, a gestão de resíduos, o ambiente de venda e a formação dos operadores. Leia mais…

*Nutricionista

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