Por Raimundo Mapanzene
Falar sobre tecnologia nuclear em Moçambique ainda evoca, na maioria das conversas, um misto de perplexidade e desconfiança. No imaginário colectivo, a palavra “nuclear” permanece injustamente acorrentada aos fantasmas da Guerra Fria ou a acidentes catastróficos distantes.
No entanto, em pleno ano de 2026, com o país a enfrentar transformações socioeconómicas e climáticas, perpetuar este preconceito não é apenas um erro de percepção; é um acto de negligência estratégica.
O átomo, quando despido das suas vestes militares e focado em fins pacíficos, não é uma ameaça, mas sim uma das ferramentas mais poderosas de emancipação e desenvolvimento de que o Sul Global dispõe.
A recente eleição de Moçambique para integrar a comissão da AFCONE (Comissão Africana de Energia Nuclear) e a consolidação do novo plano de cooperação técnica com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) não são meros formalismos diplomáticos. São sinais claros de que o país está a desenhar, com passos firmes, a sua entrada na era atómica. E o timing não podia ser mais crucial. Leia mais…


