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País investe na revitalização da indústria do caju

Por Idnórcio Muchanga
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Moçambique prevê investir pouco mais de 241 milhões de dólares nos próximos dez anos para aumentar a produção e o processamento da castanha de caju e inverter a actual dependência da exportação da matéria-prima.

O investimento deverá financiar a construção de novos armazéns, a instalação de unidades de processamento, bem como a reabilitação e modernização das fábricas existentes.

A iniciativa surge num contexto em que várias indústrias encerraram as portas nas últimas campanhas, situação que tem limitado a capacidade de o país transformar a castanha produzida e acrescentar valor ao produto antes da exportação.

Para identificar as causas dos constrangimentos que afectam o sector, está em curso um estudo que deverá definir uma estratégia de revitalização e orientar as medidas necessárias para recuperar as indústrias.

ústrias. Para o efeito, a Aliança Africana do Caju financiou uma consultoria internacional especializada para realizar o diagnóstico da indústria. O consultor responsável já esteve na província de Nampula, onde procedeu à recolha de dados nos principais intervenientes do sector.

Os resultados da pesproduzida e acrescentar valor ao produto antes da exportação. Para identificar as causas dos constrangimentos que afectam o sector, está em curso um estudo que deverá definir uma estratégia de revitalização e orientar as medidas necessárias para recuperar as indústrias. Para o efeito, a Aliança Africana do Caju financiou uma consultoria internacional especializada para realizar o diagnóstico da indústria. O consultor responsável já esteve na província de Nampula, onde procedeu à recolha de dados nos principais intervenientes do sector.

Os resultados da pesquisa serão apresentados em relatório que servirá de base para a definição das medidas de recuperação da indústria e implementação de acções destinadas a aumentar a produção, fortalecer o processamento e dinamizar a cadeia de valor do caju em Moçambique.

Entretanto, um dos problemas identificados, numa primeira fase, está relacionado com o uso de tecnologia obsoleta. Grande parte das unidades industriais utiliza equipamentos e técnicas ultrapassadas, numa altura em que outros países estão a modernizar os sistemas de processamento.

A situação tornou-se ainda mais preocupante com a redução do número de unidades industriais em funcionamento. Das oito fábricas existentes, apenas uma esteve a processar castanha na campanha prestes a findar.

De acordo com Mateus Comé, engenheiro agrónomo no Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM), ainda não há clareza sobre as razões do encerramento ou paralisação das unidades fabris. “A situação deverá ser desvendada pelo estudo que está em curso”.

Mateus Comé falava, recentemente, durante apresentação do Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju 2025-2034, na Feira Internacional de Maputo (FACIM).

Na ocasião, revelou que o país produz mais castanha de caju do que consegue processar internamente. Dados apresentados indicam que a capacidade instalada ronda em 110 mil toneladas por ano, mas o processamento efectivo é bastante reduzido.  Leia mais…

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