Há mais de um ano e meio que a mina conhecida por “Seis Carros”, no norte do distrito de Vanduzi, província de Manica, gera manchetes no jornal domingo e no resto da imprensa nacional pelos piores motivos, nomeadamente a morte de garimpeiros devido ao desabamento de parte dos buracos que eles mesmos criam à cata de ouro.
Para a tristeza de todos, não se vislumbra qualquer perspectiva de solução do problema que já mobilizou dirigentes do mais alto escalão e das mais variadas áreas, incluindo o Procurador-geral da República, Américo Letela, ministros do Interior e da Defesa, nomeadamente Paulo Chachine e Cristóvão Chume, e comissões especializadas da Assembleia da República.
A situação pareceu elevar as preocupações a nível do Governo, que conduziu à denominação da área como Teatro Operacional Centro (TOC), abarcando o distrito de Manica, que fica a oeste de Vanduzi, outro local de grande concentração de garimpeiros e, por isso, de elevado risco em termos securitários.
É que, depois das experiências amargas que o país vivenciou na região de Namanhumbir, no distrito de Montepuez, em Cabo Delgado, onde a exploração de rubis e de outras pedras preciosas atraiu milhares de pessoas, incluindo gente proveniente dos países dos grandes lagos e da África Ocidental, e gerou-se um clima de caos, o Governo quis assegurar-se de que “Seis Carros” não seria mais um foco de instabilidade.
Aliás, aquando da sua visita a este local, Américo Letela apelou aos garimpeiros para se manterem vigilantes a possíveis mobilizações a actos que podem atentar contra a segurança do Estado. Em resposta, os garimpeiros mostraram que estão atentos há muito tempo e disseram que estão dispostos a cooperar.
Entretanto, na semana finda, a morte voltou a colher mais onze jovens, sendo seis na madrugada de quinta-feira, outros três nas noites de terça e quarta-feira, e mais dois dias antes, totalizando 11 óbitos em pouco menos de duas semanas, situação que gerou comoção entre os garimpeiros. Leia mais…



