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Buscam-se caminhos para formalizar a indústria

Por Hercília Marrengule
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A industrialização em Moçambique continua condicionada pela elevada informalidade, pela fraca capacidade de transformação local e pela limitada escala produtiva das empresas, sobretudo das pequenas e médias, apontadas como peças-chave para a mudança do actual quadro do sector.

Este cenário ganha maior expressão num contexto em que, dos 12.142 estabelecimentos industriais existentes no país, 8886 unidades, que correspondem a 73 por cento do total, continuam fora do sistema formal, com baixa capacidade de transformação de matérias-primas.

Os indicadores revelam ainda uma reduzida capacidade de geração de emprego, com 66 por cento das empresas a empregar menos de dez trabalhadores e apenas três por cento, mais de 100.

O diagnóstico foi partilhado, recentemente em Maputo, por intervenientes do sector, durante o seminário sobre industrialização realizado à margem da 61.ª edição da FACIM, onde defenderam que, sem reformas estruturais na base empresarial e reforço das infra-estruturas, o país continuará a enfrentar dificuldades para converter o seu potencial em valor acrescentado e emprego.

Intervindo na ocasião, o presidente da Associação Industrial de Moçambique (AIMO), Paulo Chibanga, sublinhou que industrializar o país implica uma transformação profunda da economia, assente no aproveitamento dos recursos naturais, na localização estratégica e no capital humano jovem disponível.  Leia mais…

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