TEXTO DE MICAELA MEQUE
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Genilda Bonito, 18 anos, é mãe de um menino de quase dois anos. Teve-o aos 16, quando frequentava a 8.ª classe na Escola Secundária de Lhanguene. No momento em que se descobriu a gravidez, vivia com a mãe e o padrasto no bairro Luís Cabral, na cidade de Maputo. Depois de ser levada pela família à unidade sanitária para fazer o teste, o diagnóstico foi de três meses de gestação. Sobre o que implicava ter um filho, Genilda pouco tinha noção.
“Quando eu e o meu namorado iniciámos a vida sexual, poucas vezes pensávamos em nos prevenir. Agíamos sempre pela emoção e não pensávamos nas consequências que isso poderia trazer. Sentia o meu corpo diferente, mas não imaginava que se tratasse de uma gestação”, explicou.
A confirmação da gravidez desencadeou vários conflitos no seio familiar. Ao longo da gestação, a relação com a mãe e o padrasto tornou-se difícil, chegando estes, por várias vezes, a pressioná-la a interromper a gravidez ou ir viver com o namorado, alegando que o filho representaria mais despesas para a família.
“Nunca quis fazer um aborto. Sabia que a minha vida já estava completamente transformada, mas nunca pensei nisso. Depois de algumas semanas, o meu namorado veio à minha casa para se apresentar e assumir a gravidez”, esclareceu. No entanto, este acto não refreiou a pressão. Aos seis meses de gestação, Genilda foi obrigada pelo padrasto a sair de casa e ir viver com o namorado, por forma a assumir as despesas relacionadas com a gravidez e sustento do filho. “Não era meu desejo ir ao lar muito cedo, mas não tive opção. Leia mais…


