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POLÍTICA NACIONAL DA POPULAÇÃO: Conseguimos reduzir a taxa de mortalidade

Por Luísa Jorge
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  • defende Teles Huo, Director Nacional de Políticas Económicas e Desenvolvimento

A população moçambicana poderá aproximar-se dos 60 milhões de habitantes até 2050, contra os cerca de 36 milhões actuais, segundo projecções das Nações Unidas. O crescimento demográfico coloca novos desafios ao país, sobretudo num contexto em que a economia enfrenta dificuldades e persistem factores como o terrorismo e os efeitos das mudanças climáticas.

O Ministério da Planificação e Desenvolvimento iniciou, recentemente, o processo de revisão da Política Nacional da População, aprovada em 1999, com vista a adequá-la ao actual contexto.

Apesar de a política ter sido aprovada em 1999, a população continua a crescer, tendo a taxa passado de 2,4 por cento, em 1997, para 2,8%, em 1997. A taxa geral de fecundidade permanece elevada, com 4,7 filhos por mulher.

Teles Huo

Em entrevista ao domingo, o director Nacional de Políticas Económicas e Desenvolvimento, Teles Huo, considera oportuna a revisão da política, defendendo a necessidade de ajustar o actual contexto do país. Embora reconheça os desafios associados ao crescimento demográfico, aponta a redução da mortalidade como um dos maiores ganhos registados nesta política de polupação. Acrescentou que a fecundidade reduzui em menor proporção. A nova política continuará a basear-se em direitos reprodutivos de escolha.

Está em processo a revisão da Política Nacional da População (PNP) de 1999. E grande parte das preocupações na Saúde, Educação, saneamento e habitação, por exemplo, prevalece. O que falhou?

 Não diria que tenha falhado, mas que, eventuamente, não foi conseguido, por uma multiplicidade de factores. Na questão demográfica, um dos objectivos da anterior política era reduzir a mortalidade. E este foi um dos maiores ganhos. Mas havia outros desafios, como conseguir a transição demográfica, que era também o de reduzir a natalidade. Até houve uma ligeira redução, mas está aquém do desejável, o que não permitiu conter o crescimento.

…e as consequências já se reflectem na vida dos moçambicanos. Leia mais…

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