TEXTO DE GENÉZIA GERMANO
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Ter filhos e quantos pode deixar de ser uma decisão que envolve apenas o desejo do casal e a condição económica. Em alguns casos, a pressão familiar, os princípios religiosos e valores tradicionais podem “pesar na balança” da procriação.
É que, desde os primórdios da humanidade, a religião e a tradição fizeram parte do ambiente familiar, como áreas que estabelecem princípios e regras de conduta moral e social que nortearam as sociedades. É na religião, por exemplo, onde são encontrados os fundamentos da constituição da primeira família que habitou o mundo e a qual foi dada a ordem da procriação: “sedes fecundos e multiplicai-vos”. A tradição, manifestada por meio de crenças e costumes, é responsável por transmitir ensinamentos que passam de geração em geração numa sociedade.
É neste âmbito que o domingo interagiu com diferentes autoridades religiosas, tradicionais e especialistas em estudo de sociedades.
De acordo com Dom João Carlos, Clérigo da Igreja Católica, a natalidade não deve ser reduzida à contagem de pessoas ou à preocupação com o aumento e a diminuição da população. Para o clérigo, os filhos são um dom, e não um problema. Explica que a abertura do matrimónio à vida constitui parte da compreensão do conceito de família. No entanto, considera que a decisão de ter filhos também deve ser acompanhada pela responsabilidade sobre a vida que será gerada. Leia mais…


