A possibilidade de o país voltar a registar seca severa levanta preocupação e sobressalto, tendo já se começado a fazer ouvir por todos os cantos, o que não se pode considerar que seja por acaso se se tiver em conta o impacto do que representa um período de escassez hídrica para grande parte das comunidades que se socorrem da actividade agrária como fonte estratégica. A previsão é que sejam afectadas cerca de seis milhões de pessoas.
Quase uma década depois de o país ter registado secas fustigantes, as zonas Sul e Centro estão no roteiro de mais um “El Niño” de proporções incalculáveis quanto à prestação comportamental.
Experiências de similares períodos provam que, diante ocasiões da mesma envergadura, será mais fácil mitigar quaisquer que venham a ser os efeitos se houver uma conjugação de forças para evitar consequências nefastas.
Entendemos ser necessária a combinação de valências para a mitigação do sofrimento das pessoas, que gritam pelo socorro por falta de água ou por tudo que tinham semeado, sem aproveitar nada das terras lavradas, que secaram, em virtude de nenhum pingo de chuva ter caído na machamba.
Também não têm sido poucos aqueles que levantam o grito a chorar pelo facto de grande parte do efectivo bovino acabar dizimado, devido à estiagem ou escassez de pasto para alimentar as espécies.
Ciente de todas as vicissitudes e perante o cenário de seca que os serviços da meteorologia anunciaram, o Governo mobiliza-se no sentido de responder prontamente às eventualidades, procedimento que se pode enaltecer, por servir de factor mobilizador para toda a sociedade. Leia mais…


