Elas parecem gostar muito de beijar, as Judas da Migração, tanto que a osculação decorre sem pudor, obscena e linguada, uma pouca-vergonha à luz da decência, beijocas de cortar o fôlego, umas atrás de outras, como se não houvesse o amanhã, uma devassidão sem fronteiras, onde os passaportes criminosos são branqueados, carimbados às centenas, na ausência dos seus titulares!
Já houve tempos em que estas cenas, de beijos de Judas, eram consideradas de traição, de lesa-pátria, e pagavam-se em frente a um pelotão de fuzilamento. Em face da gravidade, Bula-Bula acha que estas e outras carícias, das insaciáveis beijoqueiras da Migração, deviam ser sinalizadas como traição, tal como na Bíblia.
As referidas, de esfomeados lábios vermelhos, foram apanhadas com centenas de passaportes, centenas!, autenticados e carimbados, prontos para serem usados por criminosos de toda a estirpe, pensa o SERNIC, e Bula-Bula também, furtivos em qualquer latitude da África do Sul, foragidos da nossa Polícia, incluindo raptores e outros autores de demais crimes, hediondos.
Tal como naqueles outros tempos, de pelotões de fuzilamento, Bula-Bula acha que estes actos indecorosos para a pátria, infames para a nação, deviam ser tratados com rispidez pela Justiça, de forma implacável, agravada em razão de os mesmos exporem as fronteiras do país, como se Moçambique estivesse a defecar a céu aberto, revelando a sua soberania no “dumba-nengue” da esbornia, nua e crua.
Ademais, pensa Bula-Bula, estes beijos de Judas Iscariotes simbolizam, tal como aconteceu com Jesus, a traição e a hipocrisia de agentes da Migração, abertamente em concluo com os soldados do crime, acoitando e escondendo os criminosos procurados pelos seus colegas do SERNIC, força que devia ser análoga, porque outro órgão de defesa e segurança.
A gula das beijoqueiras levanta uma outra questão, mais profunda que a apetência das mesmas, a do recrutamento e ingresso num órgão tão sensível quanto à Migração. Bula- -Bula acha que o principal critério não deve ser a argamassa corporal das candidatas, o torso e a compleição dos assentos, muito menos a libido para beijar e trair, como Judas Iscariotes que, precisamente com um beijo, identificou Jesus aos soldados que o foram prender.
Bula-Bula acha que os principais, critério e avaliação, deviam priorizar a cidadania, o patriotismo, a intensidade com que cada uma das candidatas ou candidatos sente a moçambicanidade e entoa o “Pátria Amada”! Já houve casos em que Bula-Bula ouviu uma agente da Migração a tartamudear o Hino Nacional e ficou indignado, mais parecia o refrão de uma farra e a continência uma mão estendida para o crime!
São lesa-pátria, beijoqueiras e traidoras, como Judas Iscariotes!



