O Presidente da República, Daniel Chapo, exigiu hoje o reforço da integridade do sistema financeiro moçambicano e o aprofundamento da sua capacidade de financiar a economia, defendendo que o sistema bancário deve estar cada vez mais orientado para o investimento
produtivo, a industriaização e a criação de emprego.
O Chefe do Estado falava em Maputo durante a cerimónia de tomada de posse da vice-governadora do Banco de Moçambique,
Benedita Guimino, sobre quem destacou o percurso profissional de mais de duas décadas no Banco Central.
Na ocasião, apelou para que as decisões do Banco de Moçambique não percam de vista a realidade económica do país, defendendo
que a instituição deve considerar o impacto das suas políticas sobre famílias, trabalhadores e empresas.
“E, acima de tudo, nunca perder de vista a economia que existe por detrás dos números, o Moçambique real que as nossas instituições
são chamadas a servir e a economia rea”, afirmou.
A nomeação, segundo o estadista, assume também um significado histórico, por ser a primeira vez, desde a criação do Banco de
Moçambique, em 1975, que uma mulher chega ao cargo de vice-governadora.
Prosseguindo, o Presidente da República considerou que a presença de Guimino na liderança do Banco Central deve constituir uma
referência para meninas e jovens moçambicanas, demonstrando
que “com educação, preparação, trabalho, disciplina, responsabilidade, competência, integridade e mérito podem aspirar
aos mais elevados níveis de responsabilidade na construção do nosso País”.
Ao abordar os desafios do Banco de Moçambique, Daniel Chapo voltou a destacar a premência da preservação da estabilidade
macroeconômica e cambial, a defesa da credibilidade do Metical (a moeda nacional), a promoção da inclusão financeira e do financiamento à economia, bem como a coordenação entre as políticas monetária, fiscal e financeira e o reforço da supervisão bancária.
Neste contexto, apelou à actuação articulada dos membros dos órgãos do Banco Central, defendendo uma cutura institucional baseada na coesão e complementaridade. “Não estamos à procura de estrelas, mas de uma equipa estrela”, afirmou, sublinhando a necessidade de rigor técnico, responsabilidade, competência,
integridade e unidade na execução das decisões.
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