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Obrigado, Roberto, por nos chorares o Six

Por Jornal domingo
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Em dia de receber o José Sixpense, inesperadamente retornado de missão, Bula-Bula confessa que não o soube chorar como o amigo finado gostaria que o fizéssemos, com a dor disfarçada nos acordes, nas canções que o marcaram como homem, com agá maiúsculo, de forma indelével, inextinguível, como de resto foi a sua presença, curta e saudosa, no domingo. Coube ao Roberto Chitsondzo chorá-lo da maneira mais tinida, mais sonora e ao mesmo tempo mais chorosa que Six poderia ter permitido.

Foram músicas de um repertório alegre, momentaneamente transformadas em pranto e alegria, numa divisória invisível, como aliás é a linha que divide a vida da morte, insondável nos seus mistérios e na sua falta de critério.

Parte de Bula-Bula também morreu com Six. Enquanto jornalista do domingo também participou na conversa, contribuiu com a sua ironia, socratiana até que fosse, e mais tarde, na pele de emprestado à assessoria do Gabinete do Primeiro-Ministro, confessou ler o jornal de trás para a frente, do Bula-Bula ao mais infinito, acrescentando pitada depois de ler a edição, à lupa de um conterrâneo.

Aparou as pedras que geralmente se atiram as árvores que dão fruto, e Bula-Bula agradece e reconhece; confortou-nos com mensagens do tipo, “relaxa, está a estrebuchar”, e de facto estava a esvair-se, a exaurir-se, o aludido. Não o soubemos chorar, mas o Roberto fê-lo por nós, pouco dados a dedilhar a dor e mais afoitos a exteriorizar a dor com lágrimas, ao choro. Até sempre, Six. Continua a conversar connosco, no Bula-Bula!

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