Aconteceu que uma equipa de futebol, de miúdos que mal saíram dos cueiros, conseguiu qualificar-se para o Campeonato do Mundo da categoria, pela primeira vez, inaugurando-se, baptizando- -se no mais cobiçado palco, desde logo aquele que os mais graúdos quase chegaram, não fossem aquelas escorregadelas, algumas inventadas, em momentos cruciais.
As agruras de sempre! Mas em vez de festejarmos, de celebrarmos o feito e, sobretudo, de felicitar os pequenos heróis, de elevarmos a sua proeza, inventamos falhas e imperfeições, descobrimos que o Governo apenas comprou bilhetes de ida, que não acautelou o regresso daqueles miúdos com alma de gente grande, faltando dizer que o Governo os mandou para o desterro, lá para os confins das fronteiras dos berberes.
Bula-Bula considera uma brincadeira de muito mau gosto, infeliz mesmo, sobressaltar um grupo de miúdos, amedrontá-los com diligência pagã, agitando-lhes a eventualidade inverosímil de não mais voltarem para casa “porque o Governo não lhes comprou bilhetes de regresso”. É de bradar aos mouros! Infelizmente, esta dança mourisca, de apontares de dedos, uns mais ríspidos que outros, e estes menos verdadeiros que aqueloutros, corresponde a um folclore que Bula-Bula viu tanta vez, a última das quais foi o espectáculo mediático encomendado a alguns jornais para que a Federação Moçambicana de Futebol se pusesse a jeito de não renovar com Chiquinho Conde. O que Bula-Bula sabe é que estas passagens vão ser pagas pelo Governo, constam de uma conta…Leia mais…



