A situação económica mundial tende a ganhar novos contornos devido às incertezas criadas pela eclosão da guerra no Médio Oriente, que veio agravar o preço do custo dos combustíveis, com consequências directas na aquisição de alimentos. Mais do que aumentar o preço dos produtos alimentares, está a inevitável subida do custo da vida que poderá se agravar nos próximos meses a nível mundial e em Moçambique. Ciente disso, a sociedade moçambicana tende a ganhar consciência para, de forma activa, contribuir no sentido de reduzir os impactos nefastos do aumento do custo da vida.
Em vez de cruzar os braços ou ficar a lamentar, os moçambicanos são chamados à proactividade, ou seja, a redobrar os esforços para aumentar a produção e produtividade, sobretudo, no que diz respeito a alimentos. Neste quesito, queremos destacar a iniciativa Presidencial: “Uma Família, Uma Horta”, que, a consumar-se, acreditamos que poderá ser um alívio no bolso das famílias quando devidamente abraçada. É que, por exemplo, com um valor de 50 Meticais com o qual o cidadão adquire um molho de couve, pode comprar quatro pães, o que naturalmente constituirá um alívio no seu bolso.
Portanto, defendemos a tomada de medidas individuais e colectivas de austeridade, além de apelar aos moçambicanos a retornarem à velha prática e, para alguns, à actual de colocação de hortas caseiras, através do aproveitamento máximo dos espaços livres para produzir alguns alimentos.
Outra medida adoptada recentemente com vista a aliviar a pressão sobre o orçamento das famílias é a introdução de um total de 190 autocarros movidos a gás veicular para o transporte público de passageiros, na Área Metropolitana do Grande Maputo. Igual iniciativa está a ser implementada nas regiões Centro e Norte.Leia mais…



