TEXTO DE SABEL JEREMIAS
A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) anunciou, na cidade de Chimoio, provincia de Manica, o início da segunda fase das audições públicas que visa apresentar à população os resultados das consultas realizadas em 2025 e no início de 2026, e recolher consensos sobre propostas de reformas para o país.
O membro da Comissão Técnica, Kelven Miguel, explicou que as contribuições recolhidas nas províncias e na diáspora foram sistematizadas e deram origem a três cenários de reforma, nomeadamente a continuidade com ajustes, reforma moderada e reforma profunda.
Segundo a fonte, os cidadãos são chamados a pronunciar-se sobre estes cenários, cujos consensos servirão de base para a elaboração de propostas de leis e outras reformas. “Queremos que as futuras reformas reflictam a vontade e o pensamento dos moçambicanos”, afirmou.
O lançamento oficial desta fase terá lugar amanhã, segunda-feira, 29 de junho, no Centro Cultural Monte Alto, na cidade de Chimoio e as audições arrancam na quarta-feira, no distrito de Machaze, invertendo o modelo adoptado na fase anterior, que começou em Tambara.
Explicou ainda que o processo não se limitará às sedes distritais e que as brigadas vão deslocar-se igualmente aos postos administrativos e localidades, com o objectivo de alcançar o maior número possível de cidadãos e reforçar o carácter inclusivo do diálogo nacional.
Adiante, apelou à participação da população nas sessões, considerando que o envolvimento dos cidadãos será determinante para a definição das reformas que poderão marcar o futuro do país.



