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O lado polvo do jornalista Clemente Carlos

Por Jornal domingo
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Essa coisa de tocarmos vários instrumentos, de pegarmos várias ferramentas, apetrechos diferenciados, e andarmos a zurzir uma alegada personalidade multifacetada, nem sempre dá certo. Bula-Bula acha que nem todos podem ser como Leonardo da Vinci, que foi pintor, inventor, cientista, escultor, arquitecto e engenheiro. Só não foi jornalista.

Clemente Carlos é mais do que foi Leonardo da Vinci. É jornalista, professor de línguas, escritor, “ghost writer”, compositor, dramaturgo, “film maker”, poeta, activista e, segundo o seu perfil no “Instagram”, muito mais!

Pois, este superdotado colega, “multipotencial”, com capacidade para fazer ainda muito mais, esteve no centro das atenções nas comemorações dos 51 anos da Independência Nacional. Não, não fazia parte dos 28 cidadãos nacionais que receberam títulos honoríficos, fazia na altura o papel de jornalista, que não queria ser incomodado por ninguém, nem pela segurança que garantiam a integridade das personalidades presentes na Praça dos Heróis.

Por isso o nosso Leonardo da Vinci vociferou, berrou e esbravejou contra estes, a segurança, e até contra aqueles que não o são, bramindo o microfone e gritando aos quatro ventos que a liberdade de imprensa estava a ser acossada, intimidade e ameaçada por energúmenos.

Bula-Bula acha que não havia motivo para tanto alarido e que o colega Clemente deixou-se levar pelo seu tentáculo de polvo-dramaturgo…

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