A história da humanidade pode ser compreendida como uma longa travessia em direcção ao aperfeiçoamento das relações humanas. Em cada época, surgem invariavelmente desafios que exigem não apenas avanços científicos e tecnológicos, mas, sobretudo, uma evolução moral e ética. Estamos a experimentar as idiossincrasias de um tempo marcado pela velocidade da informação e pela crescente complexidade das relações sociais. Os valores intemporais indispensáveis à convivência harmoniosa parecem estar em franca decadência. Entretanto, estamos todos – ou será que não – conscientes de que nenhuma comunidade prospera sem normas. Como ensinava Sócrates, “conhece-te a ti mesmo”, uma máxima que nos recorda que a transformação social começa pela transformação individual. A capacidade de compreender as próprias limitações é o primeiro passo para compreender o outro.
Vale ainda, a este propósito, lembrar as palavras de Immanuel Kant: Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na de qualquer outro, sempre como um fim e nunca apenas como um meio. Mais ou menos como quem diz que o valor de uma pessoa nunca pode ser reduzido apenas à sua utilidade… é que o que nos adentra, sobretudo pelas redes sociais, é no minimo pavoroso: “informações” forjadas para se ganhar engajamento; ataques ao bom nome das pessoas; “notícias” sobre mortes (sobretudo de figuras públicas); ataques selváticos aos que ousam dizer o que genuinamente pensam e aqui, importa destacar que não interessa o assunto em questão, mas a pessoa que opina… é assustador. Leia mais…


