TEXTO DE IDNÓRCIO MUCHANGA E HERCÍLIA MARRENGULE
A fraca capacidade de produção, irregularidade no fornecimento e a ausência de padrões de qualidade continuam a obrigar o sector da hotelaria e turismo a recorrer aos mercados regionais para importar produtos essenciais de consumo, sobretudo os exigidos pelos estabelecimentos de categoria elevada.
Esta realidade foi destacada na semana passada, em Maputo, durante a XXI edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), no painel subordinado ao tema: “Da produção ao consumo – Turismo como um dos destinos da produção local”.
Na ocasião, o sector privado afirmou que, apesar do elevado potencial produtivo de Moçambique, o país continua a importar parte significativa dos produtos consumidos pelos empreendimentos turísticos, incluindo frutas, legumes, carne, peixe processado, bebidas, queijos, mobiliário, artigos de decoração e diversos equipamentos que poderiam ser produzidos localmente.
Os empresários defenderam a necessidade de uma transição do actual modelo de abastecimento, fortemente dependente da importação, para um sistema baseado no conteúdo local. Embora já existam iniciativas de compra directa junto de agricultores e pescadores, estas continuam a ocorrer de forma esporádica.
A intenção, conforme afirmaram, é transformar essas relações ocasionais em contratos permanentes de fornecimento, de modo a garantir maior previsibilidade tanto para os produtores comopara os empreendimentos turísticos. Leia mais…



