A turbidez da água dos rios que afluem à albufeira de Chicamba baixou drasticamente em resultado da paralisação da exploração desregrada de ouro.
A situação era tão degradante que, em finais de Setembro do ano passado, o Conselho de Ministros determinou a suspensão de toda a actividade mineira nesta província.
Todavia, a nossa Reportagem visitou aquela albufeira, na tarde de ontem, e constatou que o cenário mudou para melhor, facto que é celebrado pelo Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado (CSPRE) de Manica.
É que, até Janeiro deste ano, Chicamba apresentava um nível de turvação de água que ultrapassava 170 Unidades Nefelométricas de Turbidez (NTU), cifra que indica que a água estava demasiado turva e com alta concentração de partículas suspensas.
Em condições normais, com 170 NTU, a água não devia ser consumida por seres humanos sem antes passar por um tratamento cuidadoso.
Dados em nosso poder indicam que a turbidez baixou para cerca de 15 NTU e que a fiscalização continuará a ser feita, incluindo a verificação da recuperação dos solos que foram degradados.
A tendência de recuperação das águas também resulta da retirada de alguns equipamentos, incluindo batelões, que eram usadospor algumas empresas nos leitos dos rios Revuè eChimedza, no distrito de Manica.



