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As bodas de esmeralda do “menino de Chamanculo”

Por Jornal domingo
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TEXTO DE NEYMA DE JESUS

Não é todos os dias que se comemoram 40 anos de carreira, nem são todos os artistas que alcançam tal idade de forma plena. Jimmy Dludlu, porém, conseguiu! E, para comemorar suas bodas de esmeralda, o famoso “menino de chamanculo” projectou um concerto 2 em 1, ou seja, dois dias de espectáculo para brindar o público com os maiores nomes do universo musical nacional e internacional.

24 e 25 de Julho foram as datas escolhidas para, no Onix, na KaTembe, o público ver e vibrar com os cerca de 20 artistas de cartaz em palco. Chegou, finalmente, o (primeiro) grande dia. Era sexta-feira e o espectáculo estava marcado para as 18h00, mas, a essa hora, nenhum sinal de show nem nada parecido.

O evento foi concebido para ser ao ar livre e, à medida que o tempo passava, a temperatura baixava. Uma, duas horas de atraso. Nada de um “sonzinho” nem explicação do que estava a acontecer. Rumores, suposições e reclamações aqui e acolá. Uns sentados, alguns a darem voltas, ansiosos.

Outros a degustarem para ver o tempo passar, uns ainda, nos aquecedores a gás, do VIP, e à lenha, dos “normais”, a tentarem espantar o frio, enquanto aguardavam pelo início do tão esperado show. Só às 20h38, o mestre de cerimónias, Seth Swaze, pôs-se em palco e deu saudações a KaTembe.

Sem delongas chamou Prince Chone, considerado novo embaixador do jazz moçambicano, que, ao primeiro sopro, fez as pazes com o público e começou a aquecer o ambiente.

O artista “beijava” o saxofone com paixão. Ora suavemente, ora com maior intensidade. Nesse ritmo, arrisca passos de dança e anima os espectadores. Pausa, expressa seu amor e gratidão pelo ídolo, Jimmy Dludlu.

Em seguida toca “Matola”, do seu álbum “The Profhecy”. Se o público pensou que já estava aquecido, enganou-se. Porque, depois de “Matola”, o MC faz o público viajar ao bairro do Aeroporto, onde Pika Tembe entra em cena. É de loucos! Um artista sem limites. Sobe ao palco de forma serena, parece não querer nada, mas bruscamente assume outra postura.

Canta e toca guitarra, depois mostra que é mais terrível do que o público imagina, agora dá show de gaita e leva os fãs ao delírio. Interpreta “Maria”, de Xiora Mati, e tantos outros. Salta do palco e põe todos a cantar “Culpado”, de Irmão Mbalua. Quando os espectadores pensam que ele os fez já chegar ao climax, um pulo radical para as américas, faz do público sua orquestra e juntos interpretam “Lose Control”, de Teddy Swims. Enlouquece a todos e sai de campo. Leia mais…

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