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“Queremos fazer do país um destino mundial da criatividade”

Por Jornal domingo
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  • afirma Amosse Mucavele, director do Mercado das Indústrias Culturais e Criativas

TEXTO DE REGINA NAETE

Transformar Moçambique num destino mundial da criatividade é o que Amosse Mucavele pretende fazer entre os dias 30 de Julho e 2 de Agosto, na cidade de Maputo.

Para isso, criou-se o projecto Mercado das Indústrias Culturais e Criativas (MICMZ), que pretende se afirmar como uma das principais plataformas de circulação cultural, cooperação internacional e promoção da economia criativa no país e na região africana.

Este é o primeiro programa do género nos países falantes de língua portuguesa e traduz uma oportunidade de exibição da criatividade, narrativas culturais e engajamento de diversos sectores culturais, conforme explica o director da iniciativa, Amosse Mucavel.

“Queremos tornar o nosso país um rádio criativo da região e da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Queremos fazer de Moçambique um destino mundial da criatividade”. Dado que “é um desafio enorme criar um ecossistema criativo que tenha como centro Moçambique”.

Nesta primeira edição, o MICMZ propõe discutir os desafios e as oportunidades da criação, circulação e sustentabilidade cultural num contexto marcado pela transformação digital, internacionalização dos mercados criativos e pela crescente afirmação da cultura como motor de desenvolvimento económico. O evento resulta, igualmente, da pouca visibilidade e escassos recursos para exposição de trabalhos artísticos de fazedores das artes.

“Há muita gente que não é escritor consagrado, que tem novelas, documentários, mas não tem onde exibir, um espaço físico e criativo ou não sabe como chegar a DSTV ou ao Cine Scala”, considera Mucavele. Nesse âmbito, afirma que o sector cultural apresenta um défice estrutural do sistema criativo no país, que resulta do pouco financiamento, mesmo com a existência de vários espaços culturais susceptíveis de acolher os artistas.

Mucavele refere ainda que o conceito do projecto é igualmente tornar o país uma economia circular, abrir um espaço para que haja difusão de diversas manifestações artísticas, debates, network e sinergias entre os diferentes motores da cultura nacional, assim como internacional.

“Existem pessoas de cinema que estão distantes dos fazedores da literatura, há pessoas de artes clássicas que estão distantes dos praticantes da dança. Temos uma cidade criativa, mas não possuimos um país com uma visão mais institucional, cooperativa entre esses equipamentos ou essas estruturas criativas”, lamenta. Leia mais…

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