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Manica pede mais postos de serviços migratórios

Por Jornal domingo
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TEXTO DE ISABEL JEREMIAS

A governadora da província de Manica, Francisca Tomás, defendeu a criação de mais postos de atendimento migratório, sobretudo nos distritos com maior movimento de migrantes, e o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização interna, com vista a assegurar transparência e confiança nos serviços públicos.

De acordo com a governante, esta posição resulta da elevada procura dos serviços de migração para emissão de passaportes e outros documentos, situação que advém da onda de xenofobia que está a afectar as zonas populosas e pobres da África do Sul.
Segundo afirmou, a situação sobrecarrega os funcionários, aumenta o tempo de espera dos utentes e pode abrir espaço para práticas de extorsão.

Apelou ao reforço da eficiência dos serviços migratórios, com destaque para a redução do tempo de espera nos postos fronteiriços e a descentralização da emissão de passaportes e outros documentos.

A governante falava nesta segunda-feira no seu gabinete, durante o encontro de saudação promovido pelos membros do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), por ocasião das celebrações dos 51 anos da instituição, que se assinalam esta terça-feira.
Na ocasião, Francisca Tomás defendeu a implementação de um sistema integrado de controlo e verificação nas fronteiras, capaz de eliminar a duplicação de procedimentos e tornar mais célere a circulação de pessoas e bens.

Também exortou aos quadros do SENAMI a reforçarem a coordenação com as autoridades congéneres da República do Zimbabwe e a acelerarem os processos de inspeção e despacho, por forma a garantir maior fluidez nos postos fronteiriços sobretudo na fronteira de Machipanda onde regista-se um maior fluxo de circulação de pessoas e bens.

Adiante, reconheceu o papel do SENAMI na defesa da soberania nacional, no controlo dos fluxos migratórios e na segurança das fronteiras, tendo reafirmado o compromisso do Governo provincial em continuar a apoiar o fortalecimento institucional do sector.

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