TEXTO DE ISABEL JEREMIAS
Uma jovem de 18 anos de idade deu à luz a um bebé prematuro, de 34 semanas, com uma malformação congénita denominada gastrosquise, que deixou parte dos intestinos expostos ao exterior do abdómen.
O menor, com um peso inferior a dois quilogramas, foi transferidos para o Berçário do Hospital Provincial de Chimoio (HPC), e encontra-se em estado crítico, com prognóstico reservado, enquanto a mãe encontra-se em estado considerado estável.
O responsável do Berçário do Hospital Provincial de Chimoio, Namacua Raimundo, disse que a quantidade de intestino exposta é extensa e o abdómen do recém-nascido apresenta dimensões reduzidas, não havendo, neste momento, condições para a realização da cirurgia destinada a recolocar as alças intestinais na cavidade abdominal.
Enquanto aguarda por condições clínicas para a intervenção, o bebé recebe antibióticos, hidratação e cuidados locais para evitar a secagem dos intestinos e reduzir o risco de infecção e necrose.
Este hospital regista casos de gastrosquise com uma média de dois a três bebés com a condição num período de dois meses, pelo que se apela às mulheres grávidas para iniciarem precocemente as consultas pré-natais e evitarem o consumo de medicamentos sem orientação médica e outras substâncias durante a gestação.


