O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique decidiu, hoje, manter a taxa de juro da política monetária em 9,5 por cento, ao mesmo tempo que aprovou alterações ao regime de reservas obrigatórias.
A decisão é justificada pela persistência de riscos e incertezas associados aos choques climáticos e ao prolongamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e na Europa.
Segundo o governador do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha, o novo regime de reservas obrigatórias terá uma duração de 18 meses e permitirá aos bancos deduzir, na componente em moeda nacional das reservas, montantes correspondentes a novos financiamentos concedidos a empresas que contribuam para a substituição de importações e/ou para o aumento das exportações.
A taxa de juro aplicável a estes financiamentos será a taxa de política monetária, podendo ser acrescida de uma margem de 150 pontos-base, dependendo da finalidade do financiamento.
Em relação a inflação, as perspectivas do Banco de Moçambique apontam para um aumento da inflação no curto prazo, seguido de uma desaceleração para níveis de um dígito no médio prazo.
Em Agosto de 2026, a inflação anual desacelerou para 6,5 por cento, contra 7,5 por cento anteriormente. A inflação subjacente, que exclui alguns produtos com preços mais voláteis, também apresentou uma redução.
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