“A erradicação da fome deve ser um compromisso nacional. Este compromisso deve mobilizar o Governo, o sector privado, os parceiros de cooperação e as próprias comunidades. A insegurança alimentar que continua a afectar várias regiões do nosso país, deve, paulatinamente, passar para a história”.
A exortação é da Primeira -Ministra, Maria Benvinda Levi, esta manhã, em Maputo, ao conferir posse o novo presidente do Conselho de Administração do Fundo do Desenvolvimento Sustentável (FNDS), Dino Foi.
Segundo a governante, não se trata apenas de produzir mais. “Precisamos transformar os nossos sistemas alimentares. Precisamos aumentar a produtividade. Precisamos melhorar o acesso aos mercados e reduzir as perdas pós-colheitas”.
Para a Primeira-Ministra é necessário promover a agro-industrialização. “Precisamos acrescentar valor àquilo que produzimos. Acima de tudo, precisamos garantir que os benefícios do crescimento económico cheguem às comunidades”.
Explicou que nos últimos anos, Moçambique tem sido afectado, de forma cíclica, por ciclones, secas prolongadas, cheias, tempestades tropicais e outros fenómenos climáticos extremos.
“Estes eventos comprometem a produção agrícola, destroem infra-estruturas e degradam os recursos naturais,assim como fragilizam os meios de subsistência de milhares de famílias moçambicanas”, afirmou.
Destacou que o Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável deve afirmar-se como um instrumento decisivo para a transformação económica do país.
“O FNDS deve apoiar soluções concretas. Deve criar condições para que o desenvolvimento seja inclusivo, resiliente e sustentável. Os programas devem chegar às pessoas, sobretudo às que vivem nas zonas rurais e enfrentam maiores dificuldades”.
Sublinhou que a instituição deve também assumir um papel de liderança na criação de oportunidades para mulheres e jovens.
“Queremos que milhares de moçambicanos encontrem realização profissional sem terem de abandonar as suas comunidades. Ao criarmos oportunidades locais, estaremos a dinamizar as economias dos distritos, a reduzir as desigualdades territoriais, a reforçar a esperança das nossas famílias”, destacou.
Acrescentou que Moçambique possui condições agro-ecológicas excepcionais.
“Temos potencial para produzir alimentos em quantidade suficiente para abastecer o mercado interno e até exportar. Devemos, por isso, reforçar a segurança alimentar e nutricional. Podemos, e devemos, igualmente, gerar rendimento para as famílias moçambicanas”, frisou.



