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BOTÂNICA: Reunidos cinco mil termos científicos em dicionário

Por Alfredo Armando
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Cinco mil termos científicos em língua portuguesa, com tradução para o inglês, compõem o “Dicionário Ilustrado de Botânica”, uma obra de referência que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), lançou, há dias, na cidade de Maputo.

Da autoria de Telma Faria, antiga docente da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal; Natasha Ribeiro, docente da mesma faculdade e das investigadoras Maria Cristina, Ana Ribeiro-Barros, Fernanda Bessa e Maria Romeiras, da Universidade de Lisboa, a publicação reúne conceitos de Botânica, Ecologia, Evolução, Genética, Fisiologia Vegetal, Bioquímica, Citologia e Biogeografia.

Igualmente constitui um importante instrumento de apoio ao processo de ensino aprendizagem e à investigação científica.
‎‎A obra destaca-se pela clareza das definições, riqueza das ilustrações e por mecanismos de consulta, facilitando também a compreensão da terminologia científica, respondendo às dificuldades frequentemente enfrentadas por estudantes, docentes e investigadores das áreas afins.

ILUSTRAÇÕES FACILITAM
A COMPREENSÃO

Falando na ocasião, a autora principal do manual, Telma Faria, começou por explicar que o dicionário contém uma série de palavras em língua portuguesa e inglesa que compõe prefixos, sufixos, sinónimos e antónimos com vista a facilitar a consulta e leitura. “Qualquer pessoa que esteja interessada nele, pega-no e encontra tudo lá em português e inglês e vice- versa”, disse.
Acrescentou que o que não consta na parte principal do dicionário, encontra-se nos anexos do livro.

Disse esperar que o livro venha simbolizar o compromisso da UEM com a ciência e a formação de futuras gerações.

Por sua vez, Cristina Duarte, da Universidade de Lisboa, em representação as autoras da obra, afirmou que o dicionário ao ser elaborado em duas línguas pretende responder às necessidades dos estudantes, dos investigadores, dos docentes e dos profissionais que trabalham diariamente com literatura científica.

Por outro lado, a inclusão de numerosas ilustrações procura facilitar a compreensão dos conceitos, permitindo que a linguagem técnica deixe de ser uma barreira para passar a ser uma ferramenta de aprendizagem e despertar novas vocações. “Esperamos que este livro contribua para desfazer a ideia, ainda bastante generalizada, que a taxonomia – um ramo da biologia encarregado de descrever, identificar, nomear e classificar os seres vivos, é uma disciplina excessivamente complexa, reservada a especialistas”, explicou.

VALORIZAÇÃO DA CIÊNCIA

Já o Reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior afirmou que o dicionário representa um marco relevante para o ensino, investigação e divulgação científica no país, bem como o culminar de um trabalho de mais de 15 anos, durante os quais a autora principal, mesmo depois de ter formado, com o apoio das suas co-autoras, investiram tempo e dedicação nesta publicação científica. “O livro é um instrumento de aprendizagem, de construção de conhecimento e de valorização da ciência”, referiu.

Para o académico, num país onde os recursos vegetais sustentam as comunidades, culturas e economias locais, torna-se fundamental promover o conhecimento científico sobre as plantas e disponibilizá-lo de uma forma acessível às diferentes gerações. É neste contexto, que o reitor sublinha que o dicionário ilustrado de botânica assume importância ao reunir conceitos científicos acompanhados de ilustrações esclarecedoras.

Referiu igualmente que a obra contribui para aproximar o conhecimento especializado de estudantes, professores, investigadores e do público interessado. “Trata-se de uma ferramenta que facilita a aprendizagem e promove uma melhor compreensão da linguagem científica, frequentemente vista como complexa para os iniciantes”, afirmou. A fonte precisou ainda que o dicionário representa a primeira obra do género da língua portuguesa.


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