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Quando a dança contemporânea é ferramenta de transformação social

Por Alfredo Armando
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TEXTO DE NEYMA DE JESUS

Dúvidas não há de que quem dança seus males espanta, afinal, pelo seu carácter descontraído, diz-se que esta arte performativa melhora a saúde mental, serve de terapia e deixa o corpo em forma. E quando se fala de dança contemporânea (um géne-ro que rompe com os padrões tradicionais, não se limita a um conjunto de técnicas padronizadas, e permite liberdade criativa), não só se espantam os males, como também se rompem vicissitudes e forma-se uma sociedade mais inclusiva e instruída.

A propósito de formar, a dança contemporânea funciona como ferramenta de transformação social, na medida em que, atravédela, se instaura uma sociedade mais culta. Este ponto de vista é defendido por Ídio Chichava, bailarino, coreógrafo e professor de dança com carreira sólida em Moçambique e além-fronteiras.

Num dedo de conversa com domingo, o artista, que tem desenvolvido actividades artísticas na periferia, concretamente no bairro da Polana-Caniço, afirma que levar a dança contemporânepara esses lugares permite que as pessoas estejam abalizadas sobre a mesma e, assim, “a comunidade fica preparada, formada e culta na recepção de tudo que é um produto cénico”. Para ele, quando a periferia passa a acolher eventos “que pensamos que só podem ser recebidos no Centro Cultural Franco-Moçambicano, já se cria na comunidade um lugar de apropriação, e eles sentem-se donos e autorizados a assistir tudo que seja produção local”, diz.

Na perspectiva do artista, quando um bailarino se instala na periferia e começa a fazer performances, mostrando ao público local o que é a dança contemporânea, como é feita, como as pessoas choram e riem com o corpo, isso pode impactar as emoções e transformar a mentalidade, porque “esse espaço não é só para dança, é para confrontação e dar opções ao público”, destaca. Leia mais…

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