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Uso da Inteligência Artificial não deve ser exagerado

Por Bento Venâncio
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  • defende Eusébio Macete, médico e reitor da Universidade Lúrio (UniLúrio), acrescentando que a IA não pode matar a criatividade e a inovação

“O estudante não pode encontrar tudo na internet. Deve pensar, inovar e superar o que encontra na Inteligência Artificial (IA)”, advoga o nosso entrevistado.

Esta convicção de onde parte? De uma constatação que deve nos preocupar ou de mera extrapolação de dados associados ao futuro da academia entre nós e no mundo?

Eusébio Macete, recentemente nomeado reitor da maior universidade do Norte do país, é meticuloso nas respostas, contudo, sublinha que “muitas vezes nós reduzimos o papel da Inteligência Artificial como o caso de um buscador”. E posiciona-se melhor: “Quando nós falamos de IA estamos a falar da sua forma mais avançada, quer dizer, capacidade de analisar dados em pouco tempo, de fazer síntese de dados complexos com computadores mais velozes para nos darem fórmulas e equações mais adequadas que nós não poderíamos, de forma manual, chegarmos a elas”.

Macete aborda nesta entrevista os desafios que estudantes e docentes têm no processo de auto-afirmação académica na Universidade Lúrio (UniLúrio).

É médico e reitor da Universidade Lúrio, a maior do Norte do país. Por que defende tanto o uso da Inteligência Artificial num curso exigente como a Medicina. Não será parasitária ao progresso académico?

Hoje em dia, a academia é confrontada com um dilema que é resultado do desenvolvimento. É confrontada com uma geração completamente diferente da geração de estudantes dos tempos passados.

Hoje o estudante tem acesso ao mundo em tempo real, com uma extensividade de informação que, muitas vezes, a docência e a classe de docência não está preparada para acompanhar essa velocidade, ela própria fica fora do jogo.

Entretanto, sublinhe-se isto: os universitários devem saber que a IA vem para ajudar, mas não pode ser exagerada até ao ponto de a pessoa cair na desmotivação de criatividade.Leia mais…

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