O país parou para celebrar o 1.⁰ de Maio, Dia do Trabalhador. Uma data que remonta a manifes – tação da classe operária, no ano de 1886, em solo americano.
A 1.⁰ de Maio desse mesmo ano, a classe trabalhadora levantou-se para reivindicar exten – sas jornadas de trabalho que chegavam a 16 horas diárias. Estas culminaram com um bombardea – mento que causou mortes e repressão contra os líderes dos movimentos trabalhistas e sindicalistas – a conhecida revolta do Haymarket. No entanto, o espírito da revolta de Haymarket atravessou século e continua a ecoar na memória colectiva da massa laboral.
A bandeira de luta pela causa do trabalhador continua hasteada em todo o mundo e no nosso país, em particular. Durante a semana finda, vozes levantaram-se para reflec – tir sobre os desafios da classe trabalhadora e, mais uma vez, a dignidade, resiliência e o custo de vida estiveram no epicentro dos debates. No que diz respeito ao pacote laboral, o reajuste salarial aprovado pelo Governo, também nesta se – mana, cujo aumento varia de três a nove por cento, consoante os sectores, mais uma vez, mostra ser quase que impossível satisfazer as necessidades básicas de uma família moçambicana.
Aliás, o custo da cesta básica que ronda aos 43 mil Meticais, por si só, esclarece o quão encarecida se tornou a vida. Nesta edição especial, convidamos o leitor a viajar pela nossa realidade laboral, onde patrões e trabalhadores nem sempre andam de mãos dadas e o sindicato é chamado para arbitrar a relação. Propusemo-nos a medir a pulsação do mundo do trabalho com estatísticas que retratam o desem – prego, a reintegração de trabalhadores por via de acordos,conflitos laborais entre outros.
Aqui, o do – mingo também se atentou a outros horizontes e traz histórias de gente que inspira e que encontrou na profissão a sua missão de vida. Estivemos nas cerimónias centrais, que decor – reram na Matola, para dar voz aos trabalhadores que foram à rua marchar. Com dísticos e cantos, estes celebraram as conquistas, denunciaram as maleitas que enfermam a sua actividade e reivindi – caram por trabalho mais justo, inclusivo e humano. Vénias ao trabalhador moçambicano!



