O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, diz que naquele país não há espaço para xenofobia nem para o vigilantismo, tendo garantido que o Governo está pronto para travar qualquer distúrbio na terça-feira. Nesse dia estão convocados protestos anti- -imigração naquele país vizinho.
Respondendo a questões dos deputados da Câmara Alta do Parlamento, na Cidade do Cabo, Ramaphosa assegurou que as forças de segurança já estão no terreno para evitar incidentes. Lembrou que o combate à imigração ilegal é uma competência exclusiva do Estado e que ninguém pode fazer “justiça pelas próprias mãos”.
“A responsabilidade pela aplicação das nossas leis cabe apenas ao Estado e nenhum indivíduo pode interpelar qualquer pessoa para exigir documentação ou prova de identidade ou nacionalidade”, afirmou o estadista.
Ramaphosa sublinhou que “não há lugar para o racismo no nosso país. Não há lugar para o sexismo, para a xenofobia, para a afro-fobia ou qualquer outra forma de intolerância. Como Governo, implementamos medidas de segurança para lidar com quaisquer tentativas de desestabilizar o nosso país, seja por cidadãos nacionais ou estrangeiros”.
O Presidente da África do Sul explicou que, na próxima terça -feira, as forças de segurança vão se apresentar nas ruas preparadas para responder a eventuais distúrbios. “Não vamos tolerar qualquerentativa de desestabilizar o país, seja por via de marchas ou de qualquer outra forma. As nossas forças de segurança estão prontas e aqueles que transgredirem as medidas que estamos a implementar, certamente enfrentarão o rigor da lei”, afirmou Cyril Ramaphosa.
Mais de 20 organizações anti- -imigração e grupos da sociedade civil que estão por detrás dos protestos previstos para terça-feira prometeram que não haverá violência, pilhagens ou mortes. Tendo exigido que os estrangeiros sem documentos abandonem o país.



