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Nomes difíceis no rótulo perigo ou falta de informação?

Por Jornal domingo
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Texto de Sousa Gastão

Os aditivos alimentares fazem parte da alimentação moderna e são regulados por lei. O desafio é saber ler os rótulos, evitar excessos e escolher melhor.

Ao comprar um refrigerante, uma bolacha, uma salsicha, um sumo ou um pacote de snacks, muitos consumidores encontram no rótulo nomes que parecem assustadores: benzoato de sódio, sorbato de potássio, tartrazina, ácido cítrico, lecitina, nitritos, edulcorantes ou estabilizantes. Outros aparecem em forma de códigos, como E202, E211, E102 ou E330.

Para algumas pessoas, basta ver um nome difícil ou um código com a letra “E” para concluir: “isto faz mal”. Mas será mesmo assim? Nem sempre. Os aditivos alimentares são substâncias adicionadas aos alimentos com uma função tecnológica específica. Podem ajudar a conservar, evitar alterações, manter a cor, melhorar a textura, controlar a acidez, intensificar o sabor ou prolongar o prazo de validade.

Em muitos casos, contribuem para que o alimento chegue ao consumidor com melhor estabilidade e segurança. O problema, portanto, não é simplesmente a existência de aditivos. É o seu uso sem controlo, acima dos limites permitidos, sem indicação clara no rótulo ou em produtos de origem duvidosa. Em Moçambique, o uso de aditivos alimentares não está fora do controlo legal.

O país possui instrumentos que regulam esta matéria, incluindo o Diploma Ministerial n.º 100/87, que aprovou o Regulamento sobre Aditivos Alimentares, e o Decreto n.º 15/2006, sobre os requisitos higiénico-sanitários aplicáveis à produção, transporte, comercialização, inspecção e fiscalização de géneros alimentícios. Isto significa que os aditivos não devem ser usados livremente. Existem regras, limites e responsabilidades.

A indústria deve cumprir. As autoridades devem controlar. E o consumidor deve estar informado.Leia mais…

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