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O povo que desaprendeu de rir

Por Belmiro Adamugy
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Vivemos tempos incertos. Há mais dúvidas do que certezas. Muitas perguntas e quase nenhumas respostas. Como diria o outro, os homens preferem geralmente o engano, que os tranquiliza, à incerteza que os incomoda. Por isso, é quase garantido que ao olharmos ao nosso redor, pareça-nos que o mundo está louco, ou que estamos sob o domínio de forças malignas insaciáveis.

Hobbes dizia que o homem é desconfiado e inseguro diante da situação de ameaça à qual está constantemente submetido. Mas será que isso justifica o que temos assistido no dia-a-dia, onde a intolerância, a apologia ao ódio e o descaso fazem o pleno; onde o mais importante é a desvalorização do outro, a propagação – como fogo em palha seca – do vitupério, da maledicência fácil e o desrespeito pela vida polvilham a vida… será? É que, nos dias que correm, um indivíduo é linchado por tuta-e-meia.

Uma opinião sobre qualquer tema é imediatamente rebatida com termos de baixo calão, insultos dos mais reles e outras parvoíces de dar com o caneco em fogo. O mais triste – para não dizer ridículo – é que muitos desses comentários revelam que os seus autores nem sequer se deram ao trabalho de ler e interpretar com o mínimo de honestidade intelectual o que foi publicado. Leia mais…

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