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Corredor Logístico da Beiracom pernas para correr e chegar

Por Jornal domingo
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Texto de Raimundo Mapanzene

Corredores de desenvolvimento em Moçambique constituem uma vantagem competitiva incomensurável em relação ao hinterland da África Austral. A divisão sectorial de responsabilidades por cada Estado- -membro da Conferência de Coordenação para o Desenvolvimento da África Austral (SADCC), génese da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), fez recair para o nosso país, à data da criação daquela, em Abril de 1980, em Lusaka, em face do regime separatista do “Apartheid” na África do Sul, a missão de assegurar acessos dos países do interior a oceanos e portos que caracterizam a nossa robusta infra-estrutura logística e de comunicações.

Os corredores de desenvolvimento do país, sitos em Maputo, Beira e Nacala, são estratégias cruciais que ligam o interior vasto em recursos e países sem litoral ao Oceano Índico, impulsionando o comércio e a integração regional através de infra-estruturas logísticas. Suas principais vantagens competitivas incluem a localização geoestratégica, custos de transporte reduzidos para a SADC, e potencial para agro-processamento e mineração.

Se o Corredor de Desenvolvimento de Maputo assegura essencialmente a ligação com a África do Sul, atraindo grandes investimentos industriais e facilitando o comércio, o da Beira centra-se no trânsito de carga do/ao Zimbabwe, Malawi, Zâmbia, por exemplo, melhorando a conectividade regional, enquanto o Corredor de Nacala consagra seu potencial para operações com Moatize em cerca de 912 quilómetros até Nacala, facilitando o transporte de carvão e carga geral. O interesse de países vizinho por este último corredor é também conhecido tal como o impacto para a geração de micro, pequenos e mega negócios. Leia mais…

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