Encontrei muitos jovens bem posicionados, em Méti, sobretudo na liderança comunitária. Não quero é dizer que se trata de miúdos que há bem pouco tempo, quando estivesse em férias, corriam para ver o titio de que se falava, a vir de Maputo, Tete ou Pemba.
Aqueles miúdos para quem levava as revistas e jornais, ainda que fosse para verem apenas as figuras que ilustravam os assuntos jornalísticos. Hoje são os líderes comunitários, bem identificados e fardados, de diferentes escalões. Uns legítimos, outros legitimados.
São eles com quem tive que discutir sobre a sua anunciada recusa do PROSAVANA, SUSTENTA e outros projectos que se pretendem introduzir em Méti, valendo-se do facto de se situar no corredor de Nacala. Na verdade, muito alérgicos, relutantes e, até, inexpugnáveis. Ali reside a coragem dos seus súbditos ou dirigidos de rejeitarem a modos desaconselháveis, face às propostas do governo. Também reside ali a libertinagem (quase desobediência) sensível nos mais jovens, digamos até, imberbes.
Pedro Nacuo


