O jornalista Gil Lauriano, que cobriu a guerra civil moçambicana (1977 – 1992), defendeu, que não se decide do dia para noite ser um repórter especializado em conflito.
Falando, há instantes, durante a mesa redonda sobre “jornalismo em contextos de conflitos e desastres”, inserida nas celebrações dos 45 anos do jornal domingo, Lauriano declarou que é difícil decidir ir pelo caminho da especialização em conflitos, pelo contrário, “as pessoas é que dizem ‘foi corajoso’ por produzir essa matéria”. Acrescentou que, não entrou para o jornalismo de conflito por intenção, mas pelas circunstâncias.
Gil Lauriano partilhou ainda pontos comuns no jornalismo do período colonial, pôs colonial, mono e multi-partidário e da era actual, a qual designou “fase capitalista”. Para ele, o controle, a censura e a assimilação estiveram, desde sempre, no jornalismo moçambicano, mandando apenas o modo de operar. Criticou o facto de haver exclusão acentuada quando o jornalista “mostra-se não alinhado ao sistema”, entretanto, encorajou aos jovens a pautarem pela coragem e vontade de trazer os factos tal como se apresentam, disse, citando o terrorismo que assola a província de Cabo Delgado.
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