O Hospital Geral José Macamo emitiu na tarde de hoje, segunda-feira, um comunicado indicando que o bebé reclamado por uma família morreu efectivamente, e não desapareceu. Sucede que na hora de reconhecer o corpo, avó e os pais do bebé disseram que “este não é o nosso bebé “.
A seguir o esclarecimento do hospital: “O Hospital Geral José Macamo vem, por este meio, esclarecer os factos relacionados com o caso do recém-nascido, filho da Sra. Rabaca Alfredo Nhambe.
O recém-nascido em causa deu entrada nesta unidade sanitária no dia 11 de Junho de 2026, às 09h35 minutos, transferido do Centro de Saúde de Muhalaze, com diagnóstico de asfixia grave.
À admissão, apresentava igualmente queimaduras nos membros superiores e na coxa direita, encontrando-se em Estado Geral Considerado Grave.
A mãe foi internada na maternidade e o recém-nascido na Neonatologia (Berçário), onde foi atendido pela equipa clínica do sector.
Apesar de todos os esforços empreendidos pelos profissionais de saúde, o recém-nascido veio a óbito no dia 12 de Junho de 2026, pelas 05h15 minutos.
Após a ocorrência, a mãe foi informada e chamada para o reconhecimento do corpo, tendo confirmado a identidade da criança e na ocasião, entregou uma manta à enfermeira de serviço para envolver o recém-nascido.
De seguida, o pai da criança foi contactado e solicitado a comparecer, veio acompanhado pela sogra, avó do recém-nascido.
Segundo os procedimentos do sector, o pai foi questionado se podiam realizar o funeral, este aceitou, entretanto, a avó do recém-nascido pediu que primeiro fossem reconhecer o corpo, que havia sido depositado na morgue do hospital.
A família dirigiu-se à morgue, onde lhes foi mostrado o corpo, nesse momento, manifestaram dúvidas, quanto à identidade da criança, afirmando que o corpo apresentado não correspondia ao seu filho.
Perante esta situação, o Hospital Geral José Macamo manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do recém-nascido e solidariza-se com a dor da família.
A instituição reafirma o seu compromisso com a verdade, a transparência e a humanização dos cuidados de saúde, estando a acompanhar o caso e a colaborar no esclarecimento de todos os factos relacionados com esta ocorrência.
Na verdade o recém-nascido em causa pertence a família reclamante”.



