A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) aprovou, na semana passada, a recondução de Türk para um novo mandato de quatro anos por uma expressiva maioria de 144 votos a favor, 10 contra e 13 abstenções.
O resultado não apenas garantiu a continuidade de um dos mais importantes responsáveis da ONU em matéria de direitos humanos, como também evidenciou o isolamento de uma improvável “coligação de conveniência” entre os EUA, Israel e a Rússia, que procuraram, por diferentes razões, impedir a sua recondução.
Volker Türk, jurista austríaco e Alto Comissário desde 2022, tornar-se-á a primeira pessoa a cumprir dois mandatos completos à frente do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos desde a criação do cargo, em 1993.
A sua recondução assume, por isso, um significado institucional e político que vai muito além da continuidade administrativa. É caso para dizer que Türk sobreviveu à “coligação de conveniência” formada pelos EUA, Israel e Rússia.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) é o principal órgão da ONU responsável por promover e proteger os direitos humanos em todo o mundo. Ele funciona como a principal voz institucional da ONU na defesa dos direitos humanos, com a missão de fiscalizar abusos, alertar a comunidade internacional e pressionar Estados e outros actores a respeitarem as obrigações internacionais.
O cargo para o qual Türk foi reconduzido tem grande peso político porque, embora o ACNUDH não tenha poder para impor sanções, os seus relatórios e declarações influenciam decisões diplomáticas, debates na ONU e processos de responsabilização internacional. Leia mais…


