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Israel coloca mais lenha na fogueira iraniana-norte-americana

Por Edson Muirazeque
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O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, na semana passada, que “as Forças Armadas dos EUA estão prontas, dispostas e aptas, por um período de um ano, sujeito a prorrogação, a dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irão”.

O discurso incendiário do inquilino da Casa Branca surgiu como resposta ao “decreto” do novo Líder Supremo do Irão, Ayatollah Mojtaba Khamenei, que declarou que vingar o seu pai e antecessor assassinado constitui “uma exigência da nação” iraniana e que essa vingança “certamente” acontecerá.

Segundo informações divulgadas por vários órgãos de comunicação internacionais, as autoridades norte-americanas levaram suficientemente a sério os alertas israelitas sobre um alegado plano iraniano para assassinar Trump, ao ponto de o Serviço Secreto recomendar a alteração do esquema de transporte do Presidente após a cimeira do braço armado dos EUA/Ocidente, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, realizada na Turquia. Se, por um lado, o “grito” de vingança de Khamenei alimenta as tendências egocêntricas de Trump, por outro oferece a Israel um terreno político particularmente fértil para reforçar a sua narrativa de que a contenção do Irão exige uma resposta militar cada vez mais robusta por parte dos EUA.

A escalada das tensões entre Washington e Teerão evidencia uma realidade recorrente na política internacional contemporânea: a crescente personalização dos conflitos e a instrumentalização das percepções de ameaça como mecanismo de legitimação da força.

As recentes declarações de Trump, ao condicionar a sobrevivência do Irão à sua própria segurança pessoal, representam mais do que uma simples resposta retórica. Elas traduzem uma concepção de política externa centrada na figura do líder, em que a segurança nacional tende a confundir-se com a segurança do próprio Presidente. Leia mais…

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