As fábricas de vestuário na África do Sul enfrentam dificuldades para manter a produção após a fuga de milhares de trabalhadores migrantes, desencadeada por uma vaga de protestos xenófobos, deixando postos de trabalho por preencher e agravando os desafios de um sector já pressionado por baixos salários, redução de encomendas e dificuldades financeiras.
Em Newcastle, um dos principais centros da indústria têxtil da província de KwaZulu-Natal, proprietários de fábricas disseram à Reuters ter perdido entre 12 por cento e 19 por cento da sua força de trabalho durante os protestos, depois de muitos trabalhadores estrangeiros terem abandonado o país na sequência de uma campanha promovida pelo grupo anti-imigração “March and March”.
O movimento defendia a expulsão de migrantes em situação irregular, alegando que estes ocupavam postos de trabalho que deveriam ser destinados a cidadãos sul-africanos, num país onde cerca de um terço da população activa está desempregada.
Os empresários, porém, afirmam ter dificuldade em recrutar trabalhadores locais para substituir a mão-de- -obra estrangeira. Segundo os fabricantes, muitos dos migrantes possuíam competências especializadas em costura, escassas no mercado de trabalho local, e poucos sul-africanos aceitam desempenhar funções marcadas por baixos salários e condições exigentes. Leia mais…



