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Buscam-se estratégias para impulsionar o agro-negócio

Por Jornal domingo
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TEXTO DE ISABEL JEREMIAS

O Conselho Empresarial Provincial de Manica (CEP) está empenhado na criação de estratégias integradas para impulsionar o agronegócio, aumentar a produção agrícola e reduzir as perdas pós-colheita, tendo em conta a proximidade da implementação do projecto Centro Agro-Alimentar de Manica (CAAM), iniciativa financiada pelo governo italiano em cerca de 35 milhões de euros.

É nessa esteira que o presidente do CEP, Alcides Cintura, tem estado a realizar encontros com representantes de cooperativas agrícolas, empresários, intermediários agrícolas, universidades, agências de desenvolvimento económico e transportadores.

A ideia é estabelecer o CAAM na cidade de Chimoio e fazer com que esta iniciativa tenha réplicas nos distritos de Vanduzi, Barué, Sussundenga e Macate, considerados estratégicos pelo seu elevado potencial agrícola.

Nos referidos encontros, Alcides Cintura tem destacado a importância de os produtores reforçarem a organização e capacidade produtiva antes da entrada em funcionamento do CAAM e a explicar que os agricultores precisam melhorar os sistemas de rega, investir em sementes de qualidade e aumentar os níveis de produção para garantir o sucesso do projecto.

“O campo só vai funcionar se os produtores conseguirem produzir em quantidade e qualidade e nós estamos aqui para ajudar e criar sinergias de como buscar apoio e experiências para impulsionar o agro-negócio”, refere.

Também afirma que este centro deverá funcionar como uma plataforma de preparação, conservação, processamento e comercialização da produção agrícola da província e dos países vizinhos, por forma a facilitar o acesso a mercados nacionais e internacionais e contribuir para a redução das perdas pós-colheita que continuam a afectar os produtores, estimadas em mais de 30 por cento da produção agrícola.

Igualmente, defende um maior envolvimento do sector privado, instituições académicas, consultores, financiadores e profissionais de diferentes áreas para garantir a sustentabilidade da iniciativa que diz ser um instrumento de equilíbrio do mercado agrícola, melhoria da qualidade dos produtos e modernização da produção orientada para o comércio.

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