As multinacionais de gás natural terão um impacto transformador se os recursos gerados forem canalizados para a diversificação da economia, com investimentos em sectores produtivos capazes de gerar emprego, rendimento e crescimento sustentável.
Durante a abertura da XXI Conferência Anual do Setor Privado (CASP), o Chefe do Estado destacou que Moçambique está a mobilizar cerca de 50 mil milhões de dólares americanos em investimentos na Bacia do Rovuma.
Deste montante, referiu que os projectos Coral Sul e Coral Norte representam cerca de 15 mil milhões de dólares, enquanto o projecto liderado pela TotalEnergies está avaliado em outros 15 mil milhões de dólares americanos.
O Presidente anunciou ainda que, caso o cronograma seja cumprido, o Governo prevê assinar, ainda durante o segundo semestre deste ano, a Decisão Final de Investimento com a ExxonMobil para um novo projecto estimado em 20 mil milhões de dólares americanos.
Apesar da dimensão destes investimentos, o estadista sublinhou que os valores, por si só, não serão suficientes para transformar o país.
A verdadeira mudança dependerá da capacidade de utilizar as receitas provenientes da indústria extractiva para desenvolver outros sectores estratégicos da economia.
Neste contexto, Chapo defendeu que os recursos do gás natural devem financiar investimentos na agricultura, comércio, indústria, transportes, logística, turismo, digitalização, economia azul e energia, para criar mais oportunidades de emprego, aumentando os rendimentos das famílias e reforçar a arrecadação de receitas fiscais para sustentar o investimento público.
O Presidente sublinhou, também, a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), bem como a aprovação de um conjunto de reformas legislativas consideradas estruturantes, entre elas a nova Lei de Minas, a Lei de Petróleos, a Lei do Conteúdo Local e a criação da Autoridade Reguladora do Conteúdo Local.
Estas medidas, de acordo o Presidente, visam criar bases sólidas para acelerar a transformação económica, dinamizar a economia nacional e promover um crescimento inclusivo e sustentável.



